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Hipoventilação, distúrbios neuromusculares, cancro do pulmão, obesidade e a sua influência na condução.

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A hipoventilação alveolar causa hipercapnia, que provoca acidose respiratória e hipoxemia, responsável por um estado de confusão com sensação incómoda de obnubilação ou até perda de consciência.

A hipoxemia crónica pode induzir policitemia secundária, hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita.

A troca gasosa piora durante o sono, dando lugar a dores de cabeça matinais, alterações da qualidade do sono, cansaço, sonolência diurna e confusão mental.

As causas de hipoventilação alveolar podem ser as seguintes:

  • Defeito no sistema de controlo metabólico da respiração devido a doenças do sistema nervoso central, drogas, fármacos, hipoxia prolongada, etc.
  • Alteração no sistema neuromuscular da respiração por afectação da medula espinal em traumatismos cervicais altos, poliomielite, neuropatias ou afectação dos músculos respiratórios na miastenia grave, distrofia muscular, miopatia crónica, etc.
  • Deterioração do aparelho ventilatório por alteração da parede torácica por cifoescoliose, fibrotórax, toracoplastia, espondilite anquilosante e obesidade.
  • Os distúrbios neuromusculares primários causam de forma gradual hipoventilação crónica e, no caso de uma sobrecarga respiratória por uma simples bronquite viral, estes doentes podem entrar em insuficiência respiratória.

A debilidade do diafragma é um dado frequente com ortopneia e movimento abdominal paradoxal em posição supina.

O tratamento é o do processo subjacente e muitos doentes melhoram com ajuda através de ventilação mecânica nocturna ou contínua o dia inteiro.

Os distúrbios neuromusculares primários causam de forma gradual hipoventilação crónica e, no caso de uma sobrecarga respiratória por uma simples bronquite viral, estes doentes podem entrar em insuficiência respiratória.

A debilidade do diafragma é um dado frequente com ortopneia e movimento abdominal paradoxal em posição supina.

O tratamento é o do processo subjacente e muitos doentes melhoram com ajuda através de ventilação mecânica nocturna ou contínua o dia inteiro.

O carcinoma do pulmão só é diagnosticado em 5-15% dos casos, quando o doente ainda não apresenta sintomas.

O consumo de tabaco é observado em mais de 90% dos casos masculinos e em cerca de 70% dos femininos.

Uma percentagem pequena de doentes com cancro do pulmão está ligada a agentes do ambiente profissional, mas sempre favorecidos pelo tabaco.

Os tumores endobrônquicos centrais causam tosse, hemoptise, farfalheira, estridor, dispneia e pneumonite.

As lesões periféricas causam dor, tosse, dispneia e possíveis sintomas de abcesso pulmonar aquando da cavitação.

A disseminação pulmonar e extrapulmonar causa múltiplos problemas clínicos que debilitam e incapacitam progressivamente o doente.

O tratamento visa a diminuição da dor e da ansiedade com sedativos e opiáceos, o tratamento das complicações infecciosas e das dificuldades respiratória e a erradicação do tumor com quimioterapia, radioterapia e cirurgia, se tal for possível.

A obesidade provoca uma sobrecarga mecânica do aparelho respiratório.

Os doentes com obesidade mórbida podem apresentar hipercapnia, hipoxemia e, posteriormente, policitemia, hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita.

Características do condutor obeso:

A postura do condutor prejudica a dificuldade respiratória do obeso.

Habitualmente, o doente obeso adopta posturas com as costas e o descanso da cabeça pouco adequadas para a condução.

A dificuldade e o incómodo causados pelo ajuste do cinto de segurança levam, muitas vezes, a prescindir dele, com o maior risco de ocorrência de desastres graves.

O condutor obeso tem de separar os membros inferiores devido ao grande volume dos músculos, o que causa um apoio incorrecto sobre os pedais e risco de acidente.

O condutor obeso tem os movimentos limitados, o que dificulta as manobras.

O condutor obeso pode ter de esticar o braço pela janela para aumentar a capacidade de manobra do outro braço no volante.

O obeso tende a levar comida no veículo e a consumi-la nas viagens, com risco de distracção visual e física prolongadas dado que tem uma ou as duas mãos ocupadas em busca de comida.

Estudos realizados demonstraram que comer um hambúrguer distrair mais do que falar ao telemóvel. A moda de consumir comida rápida enquanto se conduz para não perder tempo favorece a sinistralidade.

São condutores que sofrem mais de sonolência, sintoma que se agudiza no momento da digestão.

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Conselhos sobre hipoventilação alveolar.

São doentes extremamente vulneráveis cujas limitações aumentam progressivamente e impedem a condução.

O médico desaconselhará a condução ao doente no momento oportuno da evolução da sua doença.

Conselhos sobre carcinoma do pulmão.

Independentemente dos sintomas, o cancro do pulmão requer, desde o momento do seu diagnóstico, um tratamento oncológico e/ou cirúrgico que, devido aos seus efeitos secundários e à própria doença incapacitam para a condução.

O doente que evolui favoravelmente e sem sintomas de dispneia, tosse, dor ou afectação geral pode conduzir, sempre com um relatório favorável do médico neste sentido.

O doente deve ser avisado dos efeitos secundários de alguns analgésicos e sedativos, que podem interferir com o volante pois causam sono e perda de atenção e concentração.

Todas as manobras instrumentais ou cirurgia no tórax implicam um período de convalescença mais ou menos prolongado sem conduzir, que o doente tem de respeitar para a evolução adequada do processo.

A recuperação da capacidade pulmonar sem sequelas permitirá a condução e sempre com relatório favorável do médico.

As sequelas da doença pulmonar que provocam uma restrição da função exigem um estudo especializado e um relatório que indique a incapacidade real, de modo a ser possível indicar com segurança a capacidade desse doente já curado ao volante.

Conselhos sobre obesidade mórbida.

Além de recomendar o seu emagrecimento para evitar a doença da obesidade, os doentes devem ser aconselhados a não comer quando conduzem e, mesmo que seja incomodativo, que coloquem o cinto de segurança e ajustem a base de descanso do pescoço.

É necessário recomendar-lhes que percorram trajectos curtos para relaxar a postura forçada da condução e melhorar a ventilação.

São doentes com risco maior de trombose venosa profunda, devendo ser aconselhados a realizar trajectos curtos ao volante ou muitas paragens nas viagens longas para andar e mexer as pernas e evitar a possível TEP.