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Sistema nefro-urológico. Parte II| Tumores do rim e das vias urinárias e as suas limitações na condução.
Tumores do rim e das vias urinárias altas.

Os tumores do parênquima renal e das vias urinárias altas podem ser benignos e apenas quando adquirem um determinado tamanho é que provocam sintomas clínicos caracterizados por dor e hematúria com dor cólica.

A invasão dos órgãos adjacentes, trombose da veia renal, febre, anemia, perda de peso, varicocele, etc. é mais característica da doença maligna.

O tratamento é cirúrgico e está associado a terapêutica oncológica coadjuvante nos casos em que for necessário.

Tumores vesicais.

Causam hematúria, polaquiúria, dor ao urinar, tenesmo e disúria.

O tratamento é encaminhado para a ressecção local por via transuretral nos tumores benignos e ressecções vesicais nos tumores malignos.

A radioterapia e as instilações intravesicais com medicamentos quimioterapêuticos são outras alternativas.

Hiperplasia benigna da próstata.

Causa graus variáveis de obstrução na saída da bexiga, causando sintomas que interferem nas actividades diárias, incluindo a condução, e no sono.

  • Sintomas:

    Os sintomas mais habituais são polaquiúria progressiva, urgência na micção, sensação de esvaziamento incompleto e nictúria. Pode, em qualquer momento, causar uma retenção urinária completa.

    Em alguns casos, a bexiga distende-se bastante, o que provoca a incontinência por extravasamento.

    O aumento da pressão vesical, causado pela retenção urinária prolongada, é transmitido até aos uréteres e rins, causando hidronefrose e posterior lesão renal progressiva parenquimatosa.

    O ardor ao urinar, os calafrios e a febre são indicativos de infecção urinária.

    Em determinadas alturas ocorrem episódios de retenção urinária aguda consequente com as tentativas prolongadas para reter a urina, o frio ambiental, a imobilização, os medicamentos anticolinérgicos e simpaticomiméticos e o consumo de bebidas alcoólicas.

  • Tratamento:

    Quando a obstrução na saída da urina é acompanhada por infecção urinária ou insuficiência renal, recomenda-se o uso de antibioticoterapia, a estabilização da função renal e a drenagem da bexiga com cateter.

    Os medicamentos anticongestivos prostáticos indicados para a diminuição dos sintomas têm como risco ocasional dores de cabeça, enjoos, náuseas e distúrbios do sono.

    A terazosina causa sonolência e o doente deve ser aconselhado a conduzir com cuidado.

    A alfuzosina pode causar vertigens, enjoos, distúrbios gastrointestinais e astenia, especialmente no início do tratamento e devemos advertir sobre este ponto. Quando associada a medicamentos para a anti-hipertensão, pode favorecer a hipotensão ortostática.

    A tamsulosina pode causar enjoos.

    O tratamento definitivo é cirúrgico por ressecção transuretral da próstata, sempre que for possível, devido à sua melhor recuperação.

    Em determinados casos, torna-se necessário realizar cirurgia aberta da próstata.

Conselhos sobre tumores do rim e das vias urinárias altas.

O período sintomático incapacita para a condução, até que o especialista indique a recuperação sem sequelas depois do tratamento, que lhe permita voltar a conduzir.

A abordagem cirúrgica implica um período de recuperação até à cicatrização completa sem sequelas, que permita votar a conduzir com plena segurança e sempre com o relatório do especialista neste sentido.

Conselhos sobre tumores vesicais.

O doente não pode conduzir com sintomas.

Depois do tratamento indicado para erradicar a tumoração, será o médico a informar da possibilidade de voltar a conduzir sem aumento dos riscos.

A abordagem cirúrgica implica um período de recuperação até à cicatrização completa sem sequelas, que permita votar a conduzir com plena segurança e sempre com o relatório do especialista neste sentido.

Conselhos sobre hiperplasia benigna da próstata.

O condutor com sintomas prostáticos deve realizar trajectos curtos com o seu veículo, que lhe permitam não forçar a retenção de urina.

Não é adequado usar ar condicionado no interior do carro.

Não se deve consumir álcool e, mais especificamente, cerveja, porque pode originar um episódio de retenção aguda de urina, sendo ainda necessário lembrar que não se pode conduzir quando se bebe álcool.

Na medida em que a imobilização pode causar retenção de urina, recomendaremos a estes condutores a realização de paragens frequentes para esvaziarem a bexiga.

Devemos avisar sobre os efeitos secundários de alguns medicamentos, aconselhando o doente a conduzir com cuidado e, ao mais pequeno sintoma, a estacionar o veículo numa zona sem acidentes e a pedir ajuda.

Sempre que receitarmos medicamentos anticolinérgicos ou simpaticomiméticos ao doente com sintomas prostáticos, devemos avisá-lo de um possível agravamento da sintomatologia e, inclusivamente, de uma retenção aguda de urina.

Esta situação complicará ainda mais a condução, o que faz com que, à mais pequena suspeita, o doente informe o seu médico.

A abordagem cirúrgica implica um período de recuperação até à cicatrização completa sem sequelas, que permita votar a conduzir e sempre com o relatório do especialista neste sentido.

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